sábado, janeiro 07, 2006

1ª Actividade (Plantação) da AAPEF de 2006

Incrível...acho que é a palavra mais adequada para descrever o espírito que move esta associação.
Depois de 1 ano e meio como sócia passiva prometi a mim mesma que este ano iria participar em todas as iniciativas da Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal e acho que comecei bem.
Apesar de vir cansada de uma semana de trabalho, acordei e fui para o local de encontro – Palácio da Justiça. Fiz a inscrição, entrei no autocarro e li o Diário.
Não sei ao certo quantos voluntários estavam presentes, mas sei que estavam pelo menos 3 gerações juntas com um único propósito: contribuir para a preservação da natureza, ajudando a reflorestar aquele espaço devolvendo-lhe a beleza e riqueza florestal de outrora.
Para começar, nada melhor do que um pequeno “discurso” do Dr. Raimundo Quintal, que serviu para alertar os presentes para o problema da desertificação. Informou-nos da resolução da O.N.U. em declarar 2006 como o Ano Internacional dos Desertos e da Desertificação; de como era importante o trabalho efectuado pela Associação no Pico do Areeiro para combater esse flagelo naquele local; dos atentados ao Ambiente, aos quais a Região assiste como que passivamente (despejo de terras no mar ou nas ribeiras, cujas águas vêm castanhas quando há chuvadas a Norte); e aproveitou também para fazer um pequeno resumo sobre o 1º passeio pedestre de 2006: Prainha – Baía d’Abra – Casa do Sardinha.
Acabados os “esclarecimentos” e informações, uns continuaram conversando e outros foram apreciando as paisagens (como eu, visto que não conhecia ninguém).
Parámos no Poiso para beber “qualquer coisa” para aquecer o corpo e fortalecer o espírito. Foi neste espaço que falei com a primeira pessoa do grupo, a Mara. Era também a 1ª vez que participava nas actividades e estava entusiasmada.
Depois de aquecidos os corpos, voltamos ao autocarro para continuar a nossa subida. Quatro elementos voluntários (homens) ficaram na Cabana do Dr. Rui Silva para ajudar nas obras daquele espaço que será o futuro Centro de Educação Ambiental do Cabeço da Lenha. Os restantes foram para o Pico do Areeiro ajudar na plantação.
O tempo não estava nada bom: nevoeiro, vento e muito muito frio (Típico de altitudes como aquela), mas isso não abalou o ânimo do grupo. O trabalho aqueceu-nos num instante.
Enquanto uns ajudavam a descarregar o material e as plantas, outros começaram a recolher o lixo que abundava naquele espaço. É impressionante a falta de civismo de algumas pessoas. Uma saca e meia de lixo (pelo menos) foram recolhidas.
Quando acabamos de recolher o lixo já outros estavam de enxada e sacho na mão a plantar o mais que podiam...era um “quadro” lindo de se ver.
O grupo foi dividido em 2: uns ficaram na parte de cima e outros na parte de baixo.
Os de baixo acabaram primeiro pois estavam em vantagem numérica e, depois de ajuntarem todo o material e lixo, foram ajudar os de cima a descarregar a estilha. O Dr. Raimundo Quintal ainda teve a oportunidade de plantar um pequeno Loureiro que estava caído no chão. Disse-nos que um dia ia tornar-se num belo e grande Loureiro...esperemos que assim seja.
Após algumas horas de árduo, mas gratificante trabalho (recompensados com um rico lanche), fomos ao Bar local e aproveitamos para colocar a conversa em dia.
Já de corpos bem quentes (aquecidos pelo calorzinho da lareira) descemos de autocarro até a Cabana (a maior parte do grupo saiu um pouco acima e fez uma pequena caminhada até lá) para ver o resultado do trabalho dos voluntários que lá ficaram...e foi um bom trabalho.
O nevoeiro e uma chuvinha muito fraca não nos deixaram apreciar a fabulosa vista que podemos ter daquele local, mas pudemos ver já alguns trabalhos de plantação efectuados e apreciar o coberto vegetal constituído na sua maioria por Urzes e Feiteira.
O Dr. Raimundo Quintal, uma vez mais, educou-nos um pouco mais acerca deste espaço que era completamente “vazio” há umas décadas atrás, apenas tinha as árvores junto à Cabana. Mas a Natureza encarregou-se de tratar do assunto: sementes de Urzes foram trazidas pelo vento e germinaram, dando origem ao que os nossos olhos vêem hoje.
Ficamos também a saber que o percurso pedestre que vai desde a Cabana ao Ribeiro Frio foi alvo de limpeza, manutenção e sinalização.
Após uma vistoria completa ao recinto voltamos para o autocarro que nos esperava junto ao portão Norte do Chão da Lagoa. Descemos até a Casa do Burro onde nos esperavam os outros voluntários, uma bela Sopa de Trigo e um saboroso chá (nem sei de quê, mas era muito bom).
Depois do almoço regado com um belo vinho tinto (eu preferi sumo) e a pedido de várias famílias (conforme foi dito), optaram por descer a pé (quem quisesse, claro) até o Centro de Recepção, onde estaria o autocarro à espera (eu já não continuei porque estava com o meu namorado que foi encontra-se connosco ao Pico do Areeiro).
Despedidas feitas, acabamos por ali o que foi um dia bem passado em todos os sentidos e daqui a 1 mês estaremos lá outra vez para ajudar a combater a desertificação do Pico do Areeiro.
Resta-me agradecer a simpatia e o acolhimento de todos, senti-me bem vinda e de certeza que voltarei a tentar dar o meu contributo por esta bela causa.
P.S.: Claro que eu não podia deixar de contribuir com algumas fotos, mas bem poucas porque tinha trabalho para fazer :D. Espero que gostem.

Tânia Freitas
Voluntários que ficaram na parte de baixo




O nevoeiro que andava lá por cima e o carro da C.M.F. com a estilha por descarregar


Voluntários que ficaram na parte de cima


Sol reflectido numa poça...pena o lixo que alguns teimam em deixar por todo o lado


Foto tirada junto à Cabana do Dr. Rui Silva...um simples "musgo" que caíu de uma árvore


Saca de areia que está sendo possuida pela Natureza


Poço que foi construído atrás da casa


Para além das urzes e feiteira, esta é a planta mais comum que por lá "anda" (ainda não sei o seu nome)


Depois do bacadinho na Casa do Burro, tive a oportunidade de fazer estes registos de fungos


sexta-feira, janeiro 06, 2006

Desafios Fotográficos: Animais (3)



Título: Gémeo
Câmara: Sony Cyber-Shot DSC-F828
Tempo de exposição: 1/80 seg.
Abertura: f/2,8
ISO: 64
Modo de medição: Padrão
Distância focal: 51 mm
Programa de exposição: Automático
Edição de imagem: Paint Shop para redimensionar a foto, adicionar as margens e incluir o meu nick.

domingo, janeiro 01, 2006

Desafios Fotográficos: Animais (2)


Título: Observador
Câmara: Sony Cyber-Shot DSC-F828
Tempo de exposição: 1/1600 seg.
Abertura: f/8
ISO: 64
Modo de medição: Padrão
Distância focal: 24 mm
Programa de exposição: Manual
Edição de imagem: Paint Shop para redimensionar a foto, adicionar as margens e incluir o meu nick.

sábado, dezembro 31, 2005

Desafios Fotográficos: Animais (1)


Título: Olhar Profundo
Câmara: Sony Cyber-Shot DSC-F828
Tempo de exposição: 1/80 seg.
Abertura: f/2,5
ISO: 64
Modo de medição: Padrão
Distância focal: 42 mm
Programa de exposição: Automático
Edição de imagem: Paint Shop para redimensionar a foto, adicionar as margens e incluir o meu nick.

quinta-feira, dezembro 15, 2005

Desafios Fotográficos: Aranhas (1)

Esta será a minha 1ª contribuição numa série de desafios.

Objectivo: aprender com alguém que perceba mais do que eu e que esteja disposto a ajudar/ensinar.


Título: Miss Poison

Câmara: Konica Minolta Dimage Z5

Tempo de exposição: 1/200 seg.

Abertura: f/4,5

ISO: 100

Modo de medição: Padrão

Distância focal: 21 mm

Programa de exposição: Manual

Edição de imagem: Paint Shop para redimensionar a foto, adicionar as margens e incluir o meu nick.

quarta-feira, dezembro 07, 2005

ACTIVIDADE OUTONO DIGITAL BY TAKE-DIGITAL

Passado 1 mês desde esta iniciativa, aqui vai o meu "contributo" resumido da 1ª Actividade Fotográfica Take-Digital:


Iniciativa dos membros de um Fórum madeirense (Take-Digital) realizada no passado dia 6 de Novembro de 2005.

Ao todo participaram 20 pessoas (membros e não membros do fórum).

O tempo chuvoso não intimidou os participantes desta actividade, o que acabou por ser gratificante para quem a organizou.

Inicialmente estavam previstas 5 paragens que iriam ter sub-temas surpresa obrigatórios, o que não aconteceu devido ao tempo (que insistia em assombrar-nos). Os organizadores optaram por facultar uma lista com todos os sub-temas, deixando à escolha dos participantes quando e onde fotografá-los.

O tema principal era o Outono (claro) e os sub-temas foram:
- Animais
- Plantas
- Movimento
- 2 dos 4 elementos
- Terra, Ar, Fogo, Água
- Floresta
- Paisagem Natural
- Paisagem Humanizada
- Outono

Mas o melhor mesmo é começar pelo início.

O 1º ponto de encontro foi no Funchal às 9h00. Como é habitual atrasei-me, por isso fui directa ao 2º ponto de encontro, o Estacionamento a Norte do Aeroporto, às 9h45.

Depois de alguns desencontros (2 membros estavam no Parque do Aeroporto) iniciamos a nossa viagem com destino à Quinta do Santo da Serra, a nossa 1ª paragem. Aqui juntaram-se os 3 últimos membros do grupo (afinal não sou a única a atrasar-me LOL).

Foi entregue o panfleto da actividade a cada membro e... «bora lá meter as mãos na máquina que já se faz tarde».

Acho que muitos conseguiram fotografar todos os sub-temas pretendidos na Quinta...é um bom lugar para esquecer que o relógio existe.

Os membros aproveitaram para “pesquisar” os equipamentos uns dos outros e ainda para trocar umas dicas entre si (é uma boa maneira de aprender, trocando experiências).

Para todo o lado que me virava, via os “maníacos” da fotografia “disparando” contra tudo e todos...ainda tivemos tempo para fazer algumas brincadeiras fotográficas.

Depois de tantos “disparos” (alguns pensaram que não iam ter cartões suficientes para tanta foto) fizemos um ajuntamento no portão da Quinta, só para ter a certeza que ninguém ficava para trás...por falar em ficar para trás, houve um casalinho que depois de entrar na Quinta andou longe de todas as objectivas...só o voltamos a ver no final da etapa.

Continuando...

Próxima paragem: 4 Estradas, onde nos esperava um Comité de Boas Vindas – 2 Guardas Florestais (LOL). Pensavam que íamos praticar “desportos radicais” e queriam ver a licença (boa fiscalização, assim é que deve ser). Depois de dadas as explicações felicitaram-nos pela iniciativa e ficaram visivelmente aliviados ao se aperceberem que não íamos cometer nenhum atentado contra a Natureza.

A nossa Missão era fotografar e não destruir...e foi exactamente o que fizemos, apesar da chuva insistir em acompanhar-nos para todo o lado.

Foi uma situação cómica...até houve um membro que gozou e disse: “Pessoal, eles já foram...tirem tudo para a rua”...e todos obedeceram, sacaram as máquinas dos “abrigos” improvisados (as camisolas e casacos) e alguns foram mais longe...sacaram o guarda-chuva também.

Este spot, apesar de ser “menos rico” que a Quinta, proporcionou-nos magníficas fotos.

Foi uma etapa relativamente rápida...queríamos parar mais acima.

Chegados à 3ª paragem, fomos impedidos de sair dos carros pela forte chuva (3 membros aventuraram-se e ficaram molhadinhos LOL). Foi um bocado frustrante pois deste local podíamos fotografar a Cordilheira Central da ilha, para além de encontrarmos muitas outras variedades de cogumelos.

Mas era preciso muito mais que uma simples chuva para desanimar o grupo.

Ligamos os motores e “apontamos” para o Poiso. Uns beberam poncha para alegrar o espírito e outros preferiram o café para aquecer o corpo. Fizemos uma pausa prolongada para devorar a nossa “marmita”...a fome já apertava.

De barriga cheia, os organizadores acharam por bem fazer uma visita ao Pico do Areeiro. A ideia era subir acima das nuvens e fotografar um “mar de algodão” iluminado pela luz Solar...mas não tivemos sorte. Para além da chuva, o vento resolveu juntar-se à festa e trouxe mais um convidado: o nevoeiro; definitivamente o tempo estava contra nós.

Sem alternativa decidimos descer.

O grupo continuava animado, mas estava mais calmo...talvez por causa do frio característico daquelas altitudes.

Alguém deu a ideia de irmos até o Pico Alto. Dito e feito!!!

Teve uma certa piada (para mim) esta última paragem. Quando pensava que já tinha visto tudo, olho para o lado e vejo 3 membros carregando os seus respectivos tripés, mas um desses tripés era um autêntico “monstro”. Todos o comentaram, o que fez o seu proprietário sair-se com: “Este tripé é mais velho que vocês”...era mesmo uma coisa louca.

Depois desta cena fomos apreciar a paisagem sobre o Funchal (e fotografá-la, claro), encontramos mais umas espécies de cogumelos e ainda tivemos a oportunidade de “apanhar” um Tentilhão.

Deixo-vos agora com as fotos que escolhi para cada sub-tema:

ANIMAIS






PLANTAS



MOVIMENTO


2 DOS 4 ELEMENTOS - ÁGUA E TERRA



FLORESTA


PAISAGEM NATURAL


PAISAGEM HUMANIZADA



OUTONO